Decisões difíceis: A Otosclerose e a cirurgia de Estapedectomia

22 de setembro de 2016



Quem já me conhece ou já fuxicou nas páginas do blog, sabe que eu sou deficiente auditiva, e usuária de aparelho auditivo (AASI) nos dois ouvidos. Apesar disso, pouca gente sabe como cheguei nessa condição. Sim, por que até os 25 anos tive uma audição normal, sem perda significativa, e sem imaginar nem por um minuto que seria surda em algum momento da minha vida.

Aos 26 anos, e depois de passar por três Otorrinolaringologistas, recebi o diagnóstico de Otosclerose em ambos ouvidos. 

A Otosclerose é de acordo com a Wikipédia: 

"uma doença do ouvido médio que causa surdez progressiva. A otosclerose tem um carácter hereditário.
A causa da otosclerose é hereditária. A doença resulta da formação anormal de osso que imobiliza progressivamente o estribo (o ossículo mais interno do ouvido médio), o que impede que as vibrações sonoras passem para o ouvido interno (surdez de condução). Na maioria dos casos de otosclerose, ambos os ouvidos estão afetados.
Aproximadamente 1 pessoa em cada 200 é afetada pela doença, a qual, na maioria dos casos, só é percebida na idade adulta. É mais frequente nas mulheres do que nos homens e agrava-se durante a gravidez e na menopausa."
A Otosclerose não possui cura, ou seja, a perda auditiva continuará evoluindo durante toda a minha vida, e poderá até chegar a surdez total. A minha esperança é que a ciência descubra uma cura definitiva. 

Há duas opções de tratamento da doença: a prescrição de Alendronato de Sódio (medicamento comumente usado por pacientes com Osteoporose) para estacionar a doença, juntamente com o uso do aparelho auditivo para melhorar o nível de audição; ou a cirurgia de Estapedectomia, que substitui a área afetada do estribo por uma prótese de Teflon ou Titânio. 

Naquela época meu médico foi bem realista quanto a questão da cirurgia; não seria uma cura para a doença, e não havia certeza de melhora da audição. Seria uma cirurgia que se tivesse sucesso, me possibilitaria uma audição melhor, pelo menos por mais algum tempo. Além de ainda assim ser preciso o uso do medicamento e aparelhos. Em contra partida, se eu não fizesse a cirurgia, haveria um determinado momento da evolução da doença, em que ela não seria mais uma possibilidade. Por tanto a decisão de fazer, ou não a cirurgia era única, e exclusivamente minha.



Eu tinha acabado de passar por uma cirurgia completamente desnecessária a minha doença, onde foram colocados dois drenos, um em cada ouvido, pois o meu médico em questão, acreditava que o meu problema se resumia a um acumulo de secreções no ouvido. Essa cirurgia só serviu para me tirar dinheiro, tempo e alegria de viver. Então outra cirurgia naquele momento não estava nos meus planos.

E de lá pra cá foi o Alendronato e o aparelho auditivo que me proporcionaram uma vida praticamente normal. No entanto, agora dez anos depois, a doença me tirou 75% da audição do ouvido direito, e um pouco menos no ouvido esquerdo. Então agora estou aqui me preparando física e psicologicamente para fazer a Estapedectomia, primeiramente no ouvido direito (o pior) e se tudo der certo, fazer no ouvido esquerdo.

As chances de melhora hoje são mais reduzidas, e tenho plena consciência disso. Mas me sinto mais preparada agora do que a alguns anos atrás. Além do mais não posso perder a oportunidade de pelo menos tentar. Não é mesmo?!

Pretendo mostrar pra vocês o pós-operatório da cirurgia, pois não há muito material por aí falando sobre o assunto, e poder quem sabe ajudar outras pessoas a terem mais conhecimento sobre o procedimento e tomarem decisões mais tranquilamente. 

Alguns links (é só clicar em cima) para vocês conhecerem melhor o assunto:



Estapedectomia (aqui tem um vídeo mostrando a cirurgia)

Crônicas da Surdez (Blog da Paula Pfeifer que fala sobre surdez)

E é isso pessoal, torçam por mim!!! :)



Foto 2: http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/tomar_decisoes_extenua_o_cerebro.html
Foto 1 : http://www.ibccoaching.com.br/portal/comportamento/como-coaching-pode-ajudar-tomada-de-decisao/
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3 comentários :

  1. Sua descissão é sábia, nada melhor do que tentar do que viver na duvida se daria certo ou não.
    Fica calma que tudo vai correr bem
    Bjks Dica da Nathy

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  2. Respostas
    1. Oi, fiz sim Heitor! Deu tudo certo, aqui no blog tem posts sobre o pós operatório.
      Bjos!

      Excluir



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