Livros: O Conto da Aia - Margaret Atwood

19 de fevereiro de 2017


Título Original: The Handmaid´s Tale

Resumo: "Num futuro próximo, religiosos renegam a ciência e criam uma sociedade que segue severamente os preceitos bíblicos. Na República de Gilead, o conhecimento é restrito a uma pequena parcela da população e o único valor que as mulheres possuem é o poder de gerar filhos e de servir aos homens.
Offred é uma das aias do comandante da república. Ela tem permissão para ir até a rua uma vez por dia para comprar comida nos mercados, onde as placas foram substituídas por figuras, já que não é mais permitido que as mulheres aprendam a ler. Offred também é obrigada, uma vez por mês, a ajoelhar-se e orar para que o comandante a engravide, considerando que, numa época de natalidade escassa, ela e as outras aias são valorizadas apenas se seus ovários forem férteis. Se não o forem, elas serão consideradas dissidentes, sendo enforcadas e postas em exibição nos muros, ou expulsas e enviadas para a morte lenta pelos efeitos da radiação.
Nem mesmo este Estado repressivo, no entanto, pode obliterar o desejo - de Offred ou dos dois homens dos quais depende o seu futuro.
Concebida e executada de maneira brilhante, esta poderosa metáfora do século XXI dá toda a rédea à ironia devastadora, ao humor e à percepção sagaz de Margaret Atwood." 

Bem vindo a Idade Média no século XXI!! Se você leu o resumo acima e logo fez uma ligação com a era das trevas, saiba que não foi o único.

O livro é classificado como distopia e ficção especulativa.

Aqui vamos acompanhar o relato em primeira pessoa, do cotidiano de Offread. O começo parece ser muito parado, mas no decorrer da narrativa, o clima fica cada vez mais pesado, perturbador. Vamos descobrindo aos poucos, graças aos relatos e memórias dela, o que aconteceu para que tudo chegasse a esse ponto. Se no começo, temos a impressão de que cada um cumpre o seu tanto de sacrifícios, descobrimos no desenrolar dos relatos, que não é bem assim...certas coisas continuam as mesmas!

Descobri essa obra prima das distopias clássicas, por um post na Estante Virtual. Tinha acabado de ler "1984", e o post fazia recomendações de outras distopias que poderiam agradar.

"1984" se tornou um dos melhores livros que já li na vida, então me interessei por esse também. "O conto da Aia" não se transformou num dos meus favoritos, mas me apaixonei pela escrita da autora. Para quem se identifica com o movimento e a abordagem filosófica do feminismo, vai se interessar muito por esse livro. É realmente bem interessante, tenho muito interesse nesse assunto, mas é bem pesado.

É assustador ler algo que infelizmente é muito atual; a religião se infiltrante no Estado a ponto de negar direitos adquiridos pela Constituição e por tratados internacionais, a manipulação e lavagem cerebral que algumas crenças e o governo usam para moldar comportamentos nos indivíduos.

Enfim, uma leitura para causar reflexão a qualquer um que aceite o desafio de lê-lo!

Estamos no Skoob também! O Skoob é uma rede social para leitores. Se quiser nos acompanhar este é o link: tati.fonseca



Comprinhas de Outubro

5 de novembro de 2016


Como eu sempre digo: Pra quem tá cagada um peido não é nada! kkkk
Pra que ter aquele mini ataque cardíaco ao abrir a fatura do cartão de crédito, se você pode botar o pezão na jaca de vez!?
Vamos viver perigosamente!!!  Uhuuuu!


Chegou aquela hora que todo mundo adora; as comprinhas do mês! E eu em plena crise consumista puxos os cabelos e me dou conta; o que foi que eu fiz, minha nossa senhora do Mastercard!!


Olhando assim é pouca coisa, né? Mas é caro pra caraio! E indispensavelmente dispensável. Não preciso de mais maquiagem, meu papai do céu!!! Sei lá o que dá em mim em loja de cosmético, meu espirito sai de mim e me vejo enlouquecida em cima dos testadores separando tudo pra levar!

Vamos lá...

O Boticário Nativa Spa Loção Cremosa Hidratante Refrescante Melissa e Alecrim 200 ml
O cheiro desse creme corporal é tudo o que eu queria ser no verão!! Leve e cheirosa com aquele ar de recém saída do banho. Paguei 29,99 no O Boticário aqui de PG.

The Balm Bahama Mama Bronzer Poudre
O clássico dos pós bronzeadores e contornos finalmente esta morando na minha necessaire! Peço somente aos deuses romanos do bronzeado para não me entusiasmar demais com ele e acabar com cara de Donatella Versace!! Paguei 119,00 na The Beauty Box de Santos.

Dior Diorskin Nude BB Creme
Será que é dessa vez que eu me rendo aos poderes do BB cream? Será? Aguarde cenas dos próximos episódios!!! Por enquanto ele já ganhou o título de BB cream mais caro do meu armário, somente 249,90 dinheirinhos! Na The Beauty Box de Santos.

Dior Addict Lipstick 451 Tribale
Se eu tivesse visto essa cor de batom no testador sem passar nos lábios, dificilmente compraria mas essa cor é lindissimaaaaaaa aplicada! Dá uma olhada:


Falarei mais dele logo logo em outra resenha. Paguei 159,90 também na The Beauty Box em Santos.

E é isso aí gente!! Do que vocês gostaram mais?






Cirurgia de Estapedectomia: Pós-operatório

Uma foto publicada por Tati Fonseca (@tati.blzdeser) em

Um mês depois da cirurgia de Estapedectomia, estou aqui para contar pra vocês como foi o pós operatório!

A Estapedectomia é uma cirurgia bem delicada (veja o post anterior a este, tem um link de uma cirurgia feita) durou umas duas horas e foi feita com anestesia geral. Assim que acordei da cirurgia já senti uma melhora absurda na audição do ouvido direito que foi operado!

Parecia que tudo estava ligado num sistema de surround sound no último volume! kkk

Tive bastante tontura durante as primeiras horas pós cirurgia, mas como fiquei o tempo todo no soro com Dramim, essa sensação foi melhorando aos poucos.


Esse é o curativo que usei após a cirurgia.
Foi preciso remover gordura do lóbulo para fazer a selagem da parede do labirinto, por isso estou com esse outro curativo; foram dados três pontinhos.


Dentro do ouvido só há um algodão para barrar a secreção pós cirúrgica, e proteger a área.
Fiquei internada durante 24 hrs, o tempo todo no soro, sem vertigem nem enjoo. O som no ouvido direito alternava entre muito estridente ou abafado nos primeiros dias, e não precisei mais usar o aparelho para ouvir as pessoas ao redor, ou mesmo a televisão.

Fiquei de molho durante 15 dias, um tempo necessário para a cicatrização da área. Sentia vertigem durantes esses dias ao mexer bruscamente a cabeça ou abaixar para pegar algo, de resto foi bem tranquilo. Não senti dor nenhuma. Durante sete dias tomei antibióticos para não correr o risco de uma infecção pós cirúrgica.

Após 10 dias voltei ao consultório do Otorrino para a retirada dos pontos no lóbulo e para verificar a cicatrização. Recebi a ótima notícia de que estava tudo indo muito bem!

De acordo com o médico os três primeiros meses são os mais delicados no pós-operatório, no sentido da perda auditiva sofrer uma queda brusca em decorrência do procedimento, por conta disso poderemos ter certeza do sucesso da cirurgia no minimo em seis meses.

O médico fez questão de me lembrar de que não estou curada, que a otosclerose vai continuar me fazendo perder audição, afinal é uma doença degenerativa, mas que conseguimos ganhar mais tempo sobre ela. Não me livrei do Alendronato de Sódio, e nem vou, inclusive voltei a toma-lo nesse período pós operatório. Gosto de salientar essa parte para vocês e para mim mesma, pra ficar claro que o tratamento continua, e que daqui a algum tempo com certeza precisarei do aparelho auditivo novamente.

É estressante e muito gostoso ao mesmo tempo, se sentir irritada e meio perdida por causa de sons altos e incessantes. Redescobrir sons que a muito já não ouvia mais, ouvir a minha gatinha miar, ouvir minhas músicas preferidas sem a ajuda dos aparelhos é uma alegria sem tamanho!

Obrigado a todos que torceram por mim! Aos poucos vou retornando a nossa programação normal de resenhas!

Bjos!!!





Decisões difíceis: A Otosclerose e a cirurgia de Estapedectomia

22 de setembro de 2016



Quem já me conhece ou já fuxicou nas páginas do blog, sabe que eu sou deficiente auditiva, e usuária de aparelho auditivo (AASI) nos dois ouvidos. Apesar disso, pouca gente sabe como cheguei nessa condição. Sim, por que até os 25 anos tive uma audição normal, sem perda significativa, e sem imaginar nem por um minuto que seria surda em algum momento da minha vida.

Aos 26 anos, e depois de passar por três Otorrinolaringologistas, recebi o diagnóstico de Otosclerose em ambos ouvidos. 

A Otosclerose é de acordo com a Wikipédia: 

"uma doença do ouvido médio que causa surdez progressiva. A otosclerose tem um carácter hereditário.
A causa da otosclerose é hereditária. A doença resulta da formação anormal de osso que imobiliza progressivamente o estribo (o ossículo mais interno do ouvido médio), o que impede que as vibrações sonoras passem para o ouvido interno (surdez de condução). Na maioria dos casos de otosclerose, ambos os ouvidos estão afetados.
Aproximadamente 1 pessoa em cada 200 é afetada pela doença, a qual, na maioria dos casos, só é percebida na idade adulta. É mais frequente nas mulheres do que nos homens e agrava-se durante a gravidez e na menopausa."
A Otosclerose não possui cura, ou seja, a perda auditiva continuará evoluindo durante toda a minha vida, e poderá até chegar a surdez total. A minha esperança é que a ciência descubra uma cura definitiva. 

Há duas opções de tratamento da doença: a prescrição de Alendronato de Sódio (medicamento comumente usado por pacientes com Osteoporose) para estacionar a doença, juntamente com o uso do aparelho auditivo para melhorar o nível de audição; ou a cirurgia de Estapedectomia, que substitui a área afetada do estribo por uma prótese de Teflon ou Titânio. 

Naquela época meu médico foi bem realista quanto a questão da cirurgia; não seria uma cura para a doença, e não havia certeza de melhora da audição. Seria uma cirurgia que se tivesse sucesso, me possibilitaria uma audição melhor, pelo menos por mais algum tempo. Além de ainda assim ser preciso o uso do medicamento e aparelhos. Em contra partida, se eu não fizesse a cirurgia, haveria um determinado momento da evolução da doença, em que ela não seria mais uma possibilidade. Por tanto a decisão de fazer, ou não a cirurgia era única, e exclusivamente minha.



Eu tinha acabado de passar por uma cirurgia completamente desnecessária a minha doença, onde foram colocados dois drenos, um em cada ouvido, pois o meu médico em questão, acreditava que o meu problema se resumia a um acumulo de secreções no ouvido. Essa cirurgia só serviu para me tirar dinheiro, tempo e alegria de viver. Então outra cirurgia naquele momento não estava nos meus planos.

E de lá pra cá foi o Alendronato e o aparelho auditivo que me proporcionaram uma vida praticamente normal. No entanto, agora dez anos depois, a doença me tirou 75% da audição do ouvido direito, e um pouco menos no ouvido esquerdo. Então agora estou aqui me preparando física e psicologicamente para fazer a Estapedectomia, primeiramente no ouvido direito (o pior) e se tudo der certo, fazer no ouvido esquerdo.

As chances de melhora hoje são mais reduzidas, e tenho plena consciência disso. Mas me sinto mais preparada agora do que a alguns anos atrás. Além do mais não posso perder a oportunidade de pelo menos tentar. Não é mesmo?!

Pretendo mostrar pra vocês o pós-operatório da cirurgia, pois não há muito material por aí falando sobre o assunto, e poder quem sabe ajudar outras pessoas a terem mais conhecimento sobre o procedimento e tomarem decisões mais tranquilamente. 

Alguns links (é só clicar em cima) para vocês conhecerem melhor o assunto:



Estapedectomia (aqui tem um vídeo mostrando a cirurgia)

Crônicas da Surdez (Blog da Paula Pfeifer que fala sobre surdez)

E é isso pessoal, torçam por mim!!! :)



Foto 2: http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/tomar_decisoes_extenua_o_cerebro.html
Foto 1 : http://www.ibccoaching.com.br/portal/comportamento/como-coaching-pode-ajudar-tomada-de-decisao/


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